O agricultor brasileiro vive seu melhor momento nos últimos anos. Depois de um período de frustração, principalmente nos anos de 2004 e 2005, o produtor começa a se recuperar, melhorando suas margens de lucro e vislumbrando um futuro bem mais promissor.
  Com a discussão global sobre o biocombustível, nos últimos meses, o Brasil se tornou o centro das atenções do planeta. O País desenvolveu a produção de etanol a partir da cana-de-açúcar e o governo está correndo o mundo para colocar o produto no mercado internacional. A discussão lá fora é se a produção de etanol em grande escala, e a conseqüente necessidade de aumentar as áreas de plantio da cana, não afetaria o cultivo de alimentos cuja demanda vem aumentando significativamente ano a ano.
  Independente dos interesses políticos que o tema gera, a discussão é importante. E neste fogo cruzado de informações e contra-informações, o produtor rural brasileiro começa a perceber que seu papel em tudo isto é fundamental.
  Os ventos andam tão favoráveis aos agricultores que praticamente todos os preços dos produtos agrícolas estão acima da média histórica. O milho está cotado em US$ 12 dólares a saca, quando a média histórica era de R$ 5. A saca da soja, um dos principais produtos de exportação do País, está cotada em US$ 24 dólares muito acima do patamar histórico que é de US$ 10 a US$ 11.
  ‘‘Não há porque se preocupar. O Brasil tem muitas áreas a explorar ainda. Temos muitas áreas agricultáveis, portanto não haverá prejuízo na produção de alimentos’’, comenta o superintendente da Cooperativa Integrada de Londrina, Jorge Hashimoto. Segundo ele, a agricultura vive um momento muito especial. ‘‘Depois de alguns anos de frustração, o agricultor está conseguindo se capitalizar’’, diz Hashimoto. Além de melhorar a eficiência nas propriedades e a produtividade, outro fator está favorecendo esta safra.
  Como no ano passado os fertilizantes estavam com preços bem menores, o custo de produção reduziu e a margem de lucro aumentou também favorecida pela demanda por produtos agrícolas que cresceu. Até o milho, que o Brasil importava recentemente, passou a ser produto de exportação.
  Mas, apesar do clima favorável no campo, Hashimoto alerta que é preciso manter o clima de otimismo, mas sem euforia, até porque os custos vão mudar. ‘‘O preço dos fertilizantes aumentou quase 100% em relação ao mesmo período do ano passado. Outro ponto é o óleo diesel que impacta significativamente no custo da produção e transporte dos produtos e teve um aumento de 10%’’, alerta o superintendente da Integrada.
  Para o presidente do Sescap-Ldr, José Joaquim Martins Ribeiro, o produtor rural se tornou um importante contribuinte aos olhos do Governo. Em junho entra em vigor no Paraná a lei que obriga todos os agricultores a terem a inscrição estadual para comercializar seus produtos. ‘‘Hoje o produtor rural, além de ter ao seu lado um agrônomo para orientá-lo sobre a produção, ele precisa também ter um bom contador para auxiliá-lo neste novo momento. Esta profissionalização das propriedades rurais também precisa passar pela contabilidade, que pode dar ao agricultor o Raio-X burocrático e fiscal da sua propriedade. Com os números em mãos é muito mais simples planejar os investimentos e cometer menos erros’’, avalia Ribeiro.

  Fonte: Sindicato das Empresas de Consultoria, Assessoria, Perícias e Contabilidade de Londrina - Sescap-Ldr

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