A Argentina pagaria os US$ 800 milhões que deve ao Banco Mundial. Desta forma, o governo do presidente Eduardo Duhalde evitaria o default com um organismo financeiro internacional. Embora a Argentina tenha suspendido o pagamento da dívida externa pública em dezembro do ano passado, até o momento cumpriu seus compromissos com o Fundo Monetário Internacional (FMI), o Banco Mundial e o Banco Inter-americano de Desenvolvimento (BID).
A possibilidade de default com os organismos financeiros causa arrepios de terror no governo argentino, já que isso provocaria uma reação negativa nas agências qualificadoras de risco, que poderiam diminuir a nota da Argentina. Desta forma, o país teria complicações graves no futuro para conseguir qualquer empréstimo no futuro.
A dívida argentina com o Banco Mundial vencia dia 15 de abril, mas o tipo de acordo com esse organismo internacional permite realizar o pagamento com 30 dias de atraso. Por isso, o pagamento seria realizado a meados de maio.
O governo utilizaria parte das reservas em dólares do Banco Central para pagar a dívida com o Banco Mundial. Atualmente, as reservas do BC são de US$ 12 bilhões.
Numa reunião com banqueiros estrangeiros instalados na Argentina, o presidente do Banco Central, Mario Blejer, lhes pediu que não deixem o país. O pedido de Blejer ocorreu uma semana depois da suspensão de funcionamento do Scotiabank Quilmes, de capital canadense.

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