Governo e iniciativa privada do segmento turístico estão interessados em um público que raramente viaja por falta de dinheiro: idosos, deficientes físicos e estudantes. A idéia do ‘‘turismo social’’ está sendo discutida no 12º Congresso Brasileiro de Gastronomia, Hospedagem e Turismo, realizado no Hotel Rafain Palace, em Foz do Iguaçu.
‘‘No Brasil, há 15 milhões de idosos. Desse total, 30% têm capacidade financeira para viajar’’, calcula Luiz Figueira de Quental, diretor da Associação Brasileira de Gastronomia, Hospedagem e Turismo. Segundo estatísticas, os deficientes físicos representam 8% da população brasileira (cerca de 13 milhões de pessoas). A associação ainda não levantou o público potencial entre os estudantes, mas apenas os alunos de faculdades de turismo são 160 mil.
Para atender esse público de baixo poder aquisitivo, deverão ser criados pacotes cujas viagens serão realizadas na baixa estação, quando os custos com diárias de hotel e alimentação caem. Os trajetos serão feitos de ônibus e a hospedagem será em hotéis de, no máximo, três estrelas. As principais opções seriam estruturas para colônias de férias, albergues e pousadas.
Para Quental, os estudantes poderão complementar, com as viagens, os ensinamentos aprendidos em sala de aula. ‘‘Hoje a juventude não conhece o País e, por isso, não o valoriza.’’
O chefe de gabinete da Embratur, Antonio Carlos Carneiro, disse que o governo federal vai investir cerca de R$ 50 milhões em um programa de financiamento de reformas e ampliações de hotéis públicos e privados. O pagamento dos financiamentos terá um prazo de quatro anos, com juros abaixo dos de mercado.

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