País vai importar mais milho este ano
Preço final do importado pode chegar a R$ 10,00/saca. Produtor nacional também vai receber mais
Oswaldo Petrin

O. PetrinUnidos na técnicaOs Camolese: José Aparecido, Genésio, Antônio, Ângelo, Waldomiro e Waldecir: produtividade em milho O abastecimento de milho enfrentará problemas de oferta este ano e o País terá de importar mais. O milho importado, porém, chegará ao consumo final a preços altos, entre R$ 9,00 e R$ 10,00/saca. Para o agricultor, será um ano bom. A previsão é do diretor comercial da Agroceres, engenheiro agrônomo Carlos Alberto Gonçalves. Ele acha que este equilíbrio entre oferta e procura vai remunerar bem o produtor. Talvez o preço médio não chegue ao mesmo patamar de 1996 mas, com certeza, será um bom preço, melhor que o de 1997. Gonçalves também acha que a safrinha terá papel importante neste cenário. E, como sempre, será muito bem-vinda ao mercado que deve remunerar bem o produtor.
Gonçalves participou esta semana dos dias de campo promovidos pela empresa e seu distribuidor regional, Vilela & Vilela, na Fazenda Guaiuvira, em
Santa Mariana . O evento, que começou quarta-feira e termina hoje, tem a participação de 900 agricultores do Paraná. Foram apresentados mais de 20 híbridos comerciais e pré-comerciais de milho e novidades em sorgo. Além da tecnologia em milho, os agricultores receberam outras informações como adubação, uso de herbicidas, inseticidas, adubação em cobertura, uso de doses crescentes de N, adubação, silagem etc.
O. PetrinGonçalves: Estabilidade econômica destaca a necessidade da técnica
Gonçalves saiu otimista com o interesse demonstrado pelos agricultores nas demonstrações de campo. Com 29 anos de experiência no setor de sementes, ele acha que a estabilidade econômica estimula o uso de tecnologia. ‘‘Antes da estabilidade dos preços, a inflação mascarava a necessidade de ser eficiente’’, disse. Mesmo assim, o incremento em produtividade cresceu (2,5%, ao ano, em média, nos anos 80). Agora, com a estabilidade econômica e a concorrência de mercado, os resultados da tecnologia se expressam mais claramente; o processo de adoção é mais rápido. A década de 90 vai fechar com maiores ganhos em produtividade, prevê o diretor comercial da Agroceres.
A Fazenda Guaiuvira, da família Camolese, é ponto de referência em eficiência, produtividade e gerência. Os irmãos Camolese ganharam concurso nacional com menor índice de perdas na colheita de soja. Em milho, eles são detentores dos melhores índices de rentabilidade e tecnologia. As lavouras
visitadas esta semana por técnicos e agricultores (AG 9012) prometem rendimento médio acima de 8.000 kg/ha.
O forte da Fazenda Guaiuvira é o milho safrinha. Segundo Genésio Camolese, serão plantados 250 alqueires. Esta semana, várias carretas descarregavam os insumos: sementes, fertilizantes e defensivos. Início do plantio só depende da colheita da safra de verão. Genésio disse que vai semear o híbrido AG 5011. No ano passado ele teve uma produtividade de 173 sacas/alqueire a um custo médio de 55 sacas.

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