País vai crescer sem comprometer balança comercial
São Paulo - Ao contrário do que diziam muitos economistas, o Brasil vai conseguir crescer sem comprometer o saldo da balança comercial. Pelo menos neste ano, porque a maioria dos setores ainda têm espaço para aumentar a produção. Segundo estimativas da LCA Consultores, as exportações vão aumentar 13,5%, as importações, com o reaquecimento doméstico, crescem 16,5% e o saldo sobe cerca de 7%. ''Isso porque a exportação dos semimanufaturados vai desacelerar, mas a trajetória das vendas externas de manufaturados e alguns produtos básicos vai continuar ascendente.'', diz Carlos Urso, economista da LCA.
Números mostram que o ritmo de crescimento das vendas externas de semimanufaturados deve diminuir. As exportações de celulose em 2003 aumentaram 50%; este ano, até abril, tiveram crescimento zero. No ano passado, as exportações de semimanufaturados de ferro e aço cresceram 15%; neste ano, no primeiro quadrimestre, caíram 0,5%. Já manufaturados e alguns básicos continuam acelerando. Até abril, as exportações de automóveis cresceram 30%, as de partes e peças, 35%.
Segundo projeção do economista Johan Soza, da Rosenberg & Associados, as exportações vão contribuir com 1,1 % de crescimento do PIB em 2004, e a demanda doméstica, com 2,4%. Em 2003, as exportações ''carregaram'' o PIB, com 1,8%, e a demanda doméstica contribuiu com -2%. (P.M.C./AE)





