País triplicará número de internautas
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terça-feira, 10 de julho de 2001
Agência EstadoDe Londres 
O número de usuários da internet no Brasil vai atingir a marca de 42,3 milhões em 2006, quase o triplo do total previsto para o final deste ano. A previsão consta do estudo Uma nova onda: a previsão de uso da Internet no Brasil, elaborado pela consultoria norte-americana The Yankee Group. A consultoria, especializada na área de tecnologia, afirmou que essa segunda onda de usuários de internet no Brasil será composta principalmente por novos estratos sócioeconômicos. Os milhões de novos internautas poderão acessar a internet através de escolas, locais públicos, locais de trabalho e em muitos casos pela primeira vez em seus lares.
A consultoria dividiu em três categorias os grupos que, segundo ela, irão causar esse aumento expressivo do uso da internet no País. O primeiro é composto pelos usuários domésticos, das classes sociais B e C, que terão computadores com preços mais acessíveis e planos de financiamento mais flexíveis. O segundo grupo é composto pelos usuários corporativos.
O estudo prevê que haverá uma maior penetração da internet em pequenas e micro empresas e consolidação do acesso online nas empresas de médio e grande porte. O último grupo é compostos pelos usuários acadêmicos. Haverá um maior acesso online nas escolas públicas, especialmente aquelas localizadas em áreas urbanas.
A universalização da internet no Brasil vai depender muito das iniciativas governamentais, disse Grant Smith, estrategista para América Latina da consultoria. O fator fundamental será a entrada de computadores mais baratos no mercado, além do crescimento do acesso à internet em escolas e outros locais públicos, como bibliotecas, centros de saúde, agências dos correios e centros comunitários.
Segundo Raphael Duailibi, que é o analista do The Yankee Group para o Brasil, as empresas precisam se preparar para o impacto da segunda onda. Segundo ele, embora o aumento no número de usuários poderá ter reflexos positivos para todo o mercado, não há garantias de que todas as empresas serão capazes de transformar o maior tráfego em faturamentos mais altos.É cada vez mais importante que as empresas repensem sua estratégia de mercado para a internet, disse Duailibi. As empresas que vão se beneficiar mais com o crescimento do mercado serão aquelas preparadas para entender e responder às necessidades da segunda onda de internautas no Brasil.


