O documento sobre aumento de oferta de energia em curto prazo ᖠde 2001 a 2003 – formulado pelo Ministério de Minas e Energia (MME) reúne números relativos à importação que não contam com a garantia de realização. O levantamento, que prevê o acréscimo das compras externas de eletricidade em 2.770 Megawatts (MW) até o final de 2003, foi entregue segunda-feira à Câmara de Gestão da Crise de Energia.
A constatação de que os números são hipotéticos surgiu depois da visita de ontem do ministro argentino de Infra-estrutura e Habitação, Carlos Bastos, ao ministro de Minas e Energia, José Jorge. Bastos desembarcou com a missão do presidente da Argentina, Fernando de La Rúa, de trazer a ‘‘colaboração e a solidariedade’’ de seu país ao Brasil.
Depois das conversas, concluiu-se que o aumento da capacidade de envio de energia da Argentina ao Brasil nos próximos dois anos depende da construção de linhas de transmissão, da revisão de tratados entre a Argentina e o Paraguai e superação de entraves burocráticos.
Atualmente, o Brasil importa 1.000 MW médios da Argentina e mais 50 MW do Paraguai. Em princípio, o levantamento do MME prevê para este ano a compra de mais 548 MW de geradoras argentinas – número que pode saltar para 1.048 MW em dezembro, com a antecipação de 500 MW que chegariam apenas em 2002. Essa compra não estaria comprometida, a não ser essa parcela adicional, que depende de obras de transmissão ainda não executadas. (AE)

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