O Brasil terá que correr contra o relógio para receber do Comitê Científico para Avaliação Geográfica de Risco de BSE (mal da vaca louca) da União Européia a melhor classificação para carne bovina do país. O secretário do comitê, Joachim Kreisa, que se reuniu ontem com o secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Luiz Carlos de Oliveira, disse que o Brasil precisa fornecer informações mais detalhadas sobre animais reprodutores importados da Alemanha no início da década de 90 – país que registrou BSE no final do ano passado.
O comitê deve se reunir nos próximos dias 8 e 9 de março para decidir sobre a classificação da carne bovina do Brasil, entre outros países. No final do mês, a Comissão Européia deverá oficializar as conclusões do comitê. Por enquanto, o Brasil está sendo enquadrado como número dois (pouca possibilidade, mas não descartada de ter a doença) mas quer obter a classificação de número um (grau desprezível).
Segundo Oliveira, ‘‘o encontro abriu a oportunidade para esclarecimentos e essa troca de informações mostrou o que é preciso ser feito’’, disse. ‘‘Acreditamos que a avaliação final será positiva para o Brasil.’’ Segundo ele, o processo de avaliação do comitê é ‘‘dinâmico’’ e o Brasil vai fornecer os dados que faltam. ‘‘Esse processo não termina no final de março, isso não ficou determinado, e devemos obter a classificação assim que provermos os dados sobre os animais importados da Alemanha.’’ Oliveira disse que o Brasil importou, entre 1980 e 1997, 5.572 animais reprodutores, sendo 4.800 da Alemanha.

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