O destino do Plano Internacional de Retenção do Café poderá ser definido amanhã (9) no Rio, durante almoço com a participação de representantes de cafeicultores colombianos e brasileiros. O encontro foi convocado pelo secretário de Produção e Comercialização do Ministério da Agricultura, Paulo Cesar Samico, e pelo secretário-geral da Associação dos Países Produtores de Café (APPC), Robério Oliveira da Silva. Eles esperam obter subsídios para a próxima reunião, no dia 24, da Organização Internacional do Café (OIC), em Londres.
Sob pressão de produtores descontentes com os resultados nulos alcançados com a plano de retenção do café adotado em fevereiro do ano passado, o governo deverá nos próximos dias definir uma posição a ser levada ao encontro em Londres. A estratégia era formar um bloco de países produtores de café para reter entre 20 milhões e 25 milhões de sacas e, com isso, estancar a queda nos preços, que na ocasião despencavam no mercado internacional, em seguida a breve período de alta.
O desfecho dessa política foi o inverso do esperado. Hoje, a cotação em Nova York fechou em US$ 63,85, uma das mais baixas dos últimas décadas. No mercado interno, o preço médio era de R$ 117,98 a saca, R$ 80,00 abaixo de janeiro do ano passado.
Participam do almoço o gerente-geral da Federação dos Cafeicultores Colombianos, Jorge Cardenas Gutierrez, e o presidente do Conselho Nacional do Café (CNC), Gilson Ximenes. O encontro não foi divulgado e isso deixou alguns cafeicultores irritados.
O produtor Isaac Ferreira Leite disse hoje que uma reunião ‘‘fechada’’, sem a participação da imprensa, num momento de tanta aflição é injustificada. ‘‘Embora conteste, o governo brasileiro é um dos responsáveis por essa política equivocada e precisa dar satisfação aos cafeicultores’’, disse.

mockup