País tenta atrair mais investimentos alemães
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segunda-feira, 13 de maio de 2013
Nelson Bortolin<br>Reportagem Local 
São Paulo - Prestes a começar a licitar os projetos do Plano Nacional de Logística e Transportes (PNLT) e outros relacionados ao Pré-Sal, o governo brasileiro tratou de atrair os interesses dos investidores alemães ontem durante o 31º Encontro Empresarial Brasil Alemanha (EEBA), em São Paulo. Realizado pelas confederações das indústrias Brasil e da Alemanha (CNI E BDI) e pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o evento marcou o início do ano da Alemanha no Brasil, e contou com a presença dos presidentes dos dois países: Dilma Rousseff e Joachim Gauck.
"São R$ 233 bilhões em logística", lembrou a presidente brasileira. Dentro deste bolo, recursos que poderão ser aportados à iniciativa privada somente se a MP dos Portos for aprovada. Para exploração de petróleo e gás, deverão ser licitados nos próximos meses cerca US$ 60 bilhões para exploração de petróleo e gás. "Reforço meu convite para que participem desses processos", afirmou a presidente.
Segundo o governo, são cerca de 1,6 mil empresas de origem alemã instaladas no Brasil e pouco mais de 50 brasileiras lá na Alemanha. Embora tenha triplicado nos últimos 10 anos, as relações entre os dois países envolvem apenas cerca de U$$ 22 bilhões, quando suas balanças comerciais somadas atingem US$ 3,3 trilhões.
"Em 2002, a Alemanha passou a ser o quarto parceiro comercial do Brasil e, em 2012, tornou-se o principal parceiro brasileiro na Europa", disse a presidente. "Precisamos continuar a aumentar os fluxos de comércio investindo entre nossos dois países. É importante ampliar a participação de bens de maior valor agregado (da parte do Brasil)", completou.
Já o presidente alemão afirmou ter ficado surpreso ao saber que "São Paulo é o maior município com indústrias alemãs fora da Alemanha". Das cerca de 1,6 mil empresas alemãs no Brasil, aproximadamente 600 estão na capital paulista.
Militante dos direitos humanos, ele disse admirar o governo Dilma não só pela economia, pela geração de empregos. "Quero manifestar meus respeitos pela coragem da presidente. Nos impressiona pela coragem de criar a Comissão da Verdade (para investigar atos da Ditadura Militar brasileira)", afirmou. Dilma pediu a Gauck a entrega de possíveis documentos que tenham relação com o governo militar no Brasil que por ventura se encontrem na Alemanha.
Apesar de toda a Europa ter votado contra o brasileiro Roberto Azevêdo para presidir a Organização Mundial do Comércio (OMC), o presidente alemão elogiou a vitória do Brasil. "Nos alegramos pelo fato de Roberto Azevêdo assumir o posto mais importante na OMC. Os europeus tinham outra posição (o mexicano Hermínio Blanco). Era importante votar unanimemente. Mas isso não significa que não saibamos da elevada qualidade dele", discursou.
*O jornalista viajou a São Paulo a convite da organização do evento


