País tem que investir mais na pecuária, diz empresário
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quinta-feira, 18 de outubro de 2001
Ana Paula Nascimento<br> De Londrina 
A carne bovina brasileira tem potencial para expansão no mercado mundial mas ainda faltam mais organização dos pecuaristas e incentivo do governo para ampliar a exportação. A crítica foi feita ontem, na Folha , pelo pecuarista Mimo Mambrini. ''Na Europa todas as categorias têm representatividade atuante, enquanto no Brasil não há uma voz única que represente os pecuaristas. Além disso, o governo precisa viabilizar mais investimentos para melhorar a qualidade da carne brasileira. Não adianta termos volume e pouca qualidade para oferecer'', disse Mambrini.
Com grandes extensões de pasto, clima favorável, e investindo mais na qualidade genética do animal - que trará mais benefícios ao produto final -, não há como o Brasil não se tornar grande exportador de carne, reinterou Mambrini. ''E investindo mais na qualidade da produção, teremos um aumento da produtividade e uma carne de padrão superior para oferecer; principalmente ao mercado europeu que está mais acostumado a consumir carne de vitela, que são animais abatidos em 11 meses'', destacou Mambrini.
Mambrini, que é proprietário da Fazenda Onça Parda, está promovendo a terceira edição, o Leilão Multi-Raças e Seus Campeões (hoje, a partir das 18h30, no Village, em Cambé), que este ano terá como novidade a venda de animais vencedores em competições brasileiras nos últimos três anos. No total, serão leiloados 120 animais, entre machos, fêmeas e prenhezes das raças: Blonde d' Aquitane, Guzerá, Limousin, Nelore, Pardo-Suíço Corte e Simental. A organização do evento é da Rural Business Leilões, com participação dos leiloeiros Lourenço Campo e Paulo Brasil.


