Um grande desafio e uma grande oportunidade. Assim o consultor Fernando Kubitza, especialista em aquicultura, definiu o potencial brasileiro para produção de peixes. Segundo ele, o País - 17º no ranking mundial - tem todas as condições para incrementar a produção: recursos hídricos, temperatura ideal, mercado consumidor, espécies em abundância, tecnologia globalizada e acessível, contingente técnico, disponibilidade de insumos e uma indústria consolidada de ração e equipamentos.
Tão grande quanto a relação de virtudes é a lista do que o Brasil precisa fazer para explorar adequadamente o potencial de aquicultura, na opinião de Kubitza: políticas efetivas para aproveitamento dos grandes reservatórios, licenciamento ambiental dos empreendedores, crédito mais acessível e competitivo e, ainda, capacitação de recursos humanos em áreas estratégicas.
Segundo ele, o horizonte da aquicultura é promissor em termos globais. Em 2005, conforme números apresentados por Kubitza no seminário, quando a população da Terra era de 6,5 bilhões de habitantes, o consumo per capita foi de 17 quilos por habitante/ano e a demanda foi de 110,5 milhões de toneladas.
Para 2020, projeta-se uma população de 7,1 bilhões, um consumo per capita de 21 kg por habitante/ano e uma demanda de 149,1 milhões de toneladas. Para 2050, quando teremos 9,6 bilhões de habitantes, o consumo individual deverá ser de 25 kg/ano e a demanda, de 240 milhões de toneladas.

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