O déficit em transações correntes, principal indicador das contas externas do País, sofreu uma ligeira queda em maio, mas ainda permanece mais alto do que a equipe econômica espera para o período pós-desvalorização. O déficit ficou em 3,99% (US$ 23,8 bilhões) do PIB (Produto Interno Bruto) nos 12 meses encerrados em maio, contra 4,06% do PIB registrados no mês anterior.
Esse foi o menor déficit registrado desde julho de 1998. Embora tenha sido uma queda importante, o resultado ainda está acima dos 3,5% do PIB projetados para 2000.
A queda do déficit registrada em maio foi puxada pela melhora do saldo comercial, que teve um resultado positivo de US$ 392 milhões (27,69% maior que no mesmo mês do ano passado). Também ajudou uma queda de 32,09% nas remessas de lucros e dividendos em maio de 2000.
Os economistas acompanham de perto o déficit em transações correntes porque ele revela a dependência do País em relação aos capitais externos e indica se o Brasil está vulnerável a crises. Nele, são contabilizadas as transações do país com o resto do mundo: o comércio exterior, os serviços e as transferências unilaterais (dinheiro remetido ao Brasil por residentes no exterior e vice-versa).

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