País tem aumento tímido de vagas de trabalho em julho
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sexta-feira, 17 de agosto de 2012
Fábio Galiotto <br> <br> Reportagem Local 
O número de vagas de trabalho criadas no Brasil subiu 0,37% no País e 0,23% no Paraná entre junho e julho, segundo balanço do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, divulgado ontem. O cenário, apesar de nebuloso, mostra que a economia do País começa a dar respostas tímidas aos estímulos do governo federal, segundo o economista José Moraes Neto, ex-presidente do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes).
O saldo líquido de empregos formais criados foi de 142.496 postos, uma alta de 1,37% sobre o mesmo mês de 2011, de 140.563. No acumulado do ano, ficou em 1.232.843 postos. Os dados são sem ajuste e não incluem informações passadas por empresas fora do prazo.
Um dos pontos positivos identificados no resultado de julho do País foi a geração de empregos no setor agrícola, com 23.951. ''A agricultura já esteve ruim, mas começa a dar sinais de recuperação'', afirmou o diretor do departamento de Emprego e Salários do Ministério do Trabalho, Rodolfo Torelly.
Ele lembrou que o resultado de agosto costuma ser mais favorável para o emprego do que julho, o que pode ser um indicativo de melhora do mercado de trabalho. Porém, Moraes Neto disse que é cedo para comemorar e que a agricultura responde bem devido à quebra de safra nos Estados Unidos. ''Tanto que a safra de verão, que começa a ser plantada, está carregada de otimismo.''
Ranking de setores
O setor de serviços foi o que mais criou postos de trabalho com carteira assinada no País em julho, com 39.060. A construção civil gerou 25.433 vagas, seguida pela indústria de transformação, com 24.718, e pelo comércio, com 22.847.
No Paraná, o total de postos criados em julho foi de 6.006. O setor com maior parcela em número líquido foi o comércio, com 1.950, à frente de serviços, com 1.731.
Segundo o assessor jurídico do Sindicato do Comércio Verejista de Londrina e Região (Sincoval), Ed Nogueira de Azevedo Junior, os lojistas apostam que o aquecimento no comércio se deve à reposição de vagas do primeiro semestre, após um fim de 2011 fraco. ''Outra questão é a criação de vagas em novos shoppings, ainda não abertos, mas que contam com contratações para treinamento.''
Com diferença mais significativa entre os dois meses, a construção civil também se destacou, após fechar junho com 833 demissões. O número voltou a ficar positivo em julho, com 844 contratações a mais do que as dispensas. De variação negativa de 0,52 em junho ante maio, o setor passou para 0,53% positivo em julho frente o mês anterior.
O presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon) do Norte do Paraná, Gerson Guariente Júnior, disse que não é possível apontar os motivos para as mudanças no balanço do Caged mês a mês, mas que a previsão para o setor é otimista. ''A variação negativa em junho poderia estar relacionada ao período de convenções coletivas, quando ocorrem readequações, mas a expectativa é fechar o ano com 5% a 6% de crescimento.''
Ele afirmou que houve uma redução no número de novos lançamentos na construção civil sobre 2011, mas que ainda é possível ver um novo empreendimento lançado por semana. ''O comprador está mais receoso em fechar negócios por causa do cenário mundial, mas o movimento em plantões de venda continua o mesmo.''



