São Paulo O Brasil conta hoje com 28 das 100 empresas mais competitivas da América Latina, de acordo com o ranking ''100 Competitivas Globais Latino-Americanas'', preparado pela revista ''AméricaEconomia'' e apresentado na edição que está chegando esta semana às bancas. Em 11 dos 28 setores industriais e de serviços analisados pela revista, as companhias brasileiras aparecem no topo da lista, e, em alguns deles, elas ocupam do primeiro ao terceiro lugar.
Boa parte das 100 mais competitivas tem presença regional e até mesmo global, indica a revista no seu ranking. No topo estão, por exemplo, a indústria mexicana de cimento Cemex, a construtora brasileira Odebrecht e a companhia aeroespacial Embraer.
''Elas entenderam que seu negócio é global e aproveitaram as oportunidades apresentadas para transformar-se em competidores de peso em seus respectivos setores'', informa a AméricaEconomia.
O Chile conseguiu colocar nessa lista 23 de suas empresas, enquanto a Argentina, uma economia muito maior que a chilena, têm na lista apenas 8. O México aparece com a maior quantidade de empresas no ranking, 30 ao todo.
A revista informa que a metodologia adotada para a escolha das 100 mais competitivas globais leva em conta as empresas orientadas a competir nos mercados mundiais, seja pela participação das exportações nas vendas totais como pela incorporação em mercados externos, por meio de filiais ou subsidiárias, e ainda pela capacidade para resistir à concorrência nos mercados locais.
Na área de alimentos, a Iguaçu Café é a segunda colocada e a Sadia, a terceira, enquanto a Perdigão aparece em quinto lugar. Em autopeças, a Marcopolo e Busscar dominam o setor. No setor de bebidas está a Ambev, e em calçados, a Grendene e a Azaléia. Já no segmento de celulose e papel, a Suzano, Votorantim e a Aracruz superam às concorrentes do Chile e México. Embora a Gerdau, no setor siderúrgico, perca para a argentina Tenaris, a multinacional brasileira é classificada como uma das ''mais rentáveis e eficientes do mundo''.

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