País surge como peça-chave nas negociações
O Brasil surgiu como peça-chave na IV Conferência Ministerial da Organização Mundial do Comércio (OMC), para o lançamento de um novo ciclo global de negociações, sete anos depois da Rodada Uruguai. Com posições muito firmes sobre a agricultura, o abuso das regras antidumping e a comercialização de medicamentos genéricos para combater pandemias como a AIDS, os negociadores brasileiros estão em posição de bloquear um eventual acordo, que deve ser alcançado entre os 142 países membros da OMC.
''Se não conseguirmos um acordo no quesito agricultura, essa conferência não terá sido um sucesso'', disse em Doha o ministro brasileiros da Agricultura, Marcus Vinícius Pratini de Moraes. Com quatro ministros, a delegação brasileira é sem dúvida a de mais alto nível da conferência. Além de Pratini, estão em Doha o chanceler Celso Lafer, e os ministros da Saúde, José Serra, e da Indústria e Comércio, Sérgio Amaral.
Junto com a Índia, o Brasil encabeça um grupo de 50 países firmantes de um documento que exige o esclarecimento dos acordos de patentes da OMC para garantir que nada em tais acordos impeça os governos de tomar as medidas necessárias para combater emergências na saúde.





