A queda no preço dos produtos primários, os chamados commodities, prejudicou menos o Brasil do que os seus vizinhos da América Latina. Ainda assim, as exportações do País deixaram de crescer 3% em razão da queda do preço dos produtos básicos (alimentos, matérias-primas, minerais), no primeiro semestre de 98. De acordo com a Funcex (Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior), o preço das mercadorias básicas vendidas pelo Brasil caiu 10% em relação ao primeiro semestre de 97. O resultado foi compensado em parte pelo aumento na venda de produtos industrializados, que cresceu 14% no mesmo período.
Ao contrário da maioria dos países em desenvolvimento, o Brasil conseguiu reduzir a diferença entre suas exportações e importações - desde o início do Real, o País vem acumulando déficits (compra mais do que vende). Essa diferença caiu 46% no primeiro semestre em comparação com igual período do ano passado.
A queda nos preços do petróleo foi outro fator que contribuiu para um resultado mais positivo da balança comercial do Brasil. O País economizou US$ 500 milhões na compra de combustíveis nos primeiros seis meses deste ano em relação ao primeiro semestre de 97.
Os produtos primários correspondem a 30% do total das exportações do País. Mas a crise está forçando produtores a buscar alternativas para os mercados que estão reduzindo suas compras.’’ A soja, principal produto agrícola exportado pelo Brasil, já está perdendo terreno para a produção de algodão para abastecer as tecelagens nacionais.

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