Até o final do ano, o Brasil será o quinto país do mundo com maior número de telefones fixos instalados, com cerca de 37 milhões de aparelhos, perdendo apenas para Estados Unidos, China, Japão e Alemanha. A informação foi dada ontem pelo diretor-conselheiro da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Antonio Carlos Valente. O resultado supera as projeções da própria Agência, que estimava fechar o ano 2000 com 35 milhões de linhas.
Os dados da Anatel revelam que de 97 para 98 foram instalados 2,5 milhões de telefones em todo o País, o que representa um crescimento de 14% em número de linhas. De 98 para 99, o mercado recebeu mais 4,9 milhões de terminais, um crescimento de 25% no total de aparelhos.
Em outubro, o Brasil somava 35,4 milhões de telefones fixos, superando as expectivas da Anatel que esperava fechar o ano com 35,1 milhões de linhas. ‘‘Hoje, calculamos que o número deverá chegar a 37 milhões de telefones em dezembro’’, contabiliza Valente. Com base nas taxas de crescimento acima do esperado, a Anatel espera chegar ao ano 2001 com 43 milhões de telefones, cerca de 2,5 milhões a mais que o estimado. ‘‘O resultado é bastante significativo porque coloca o Brasil como primeiro do ranking na relação dos países que apresentam maiores taxas de crescimento em redes de telefonia fixa’’, afirma o conselheiro da Anatel.
A telefonia móvel também cresceu rapidamente. O número de aparelhos saltou de 800 mil em 94 para 22 milhões em outubro de 2000. A estimativa para 2005 é alcançar a marca dos 58 milhões de celulares, com 600 mil novos usuários a cada mês. Entretanto, segundo Valente, o número de terminais por número de habitantes ainda é baixo comparado a outros países, como os Estados Unidos e Japão.
A densidade da telefonia móvel no Brasil é de 12,5 terminais para cada 100 habitantes. Só este ano, as operadoras e prestadoras de serviços especializados investiram cerca de US$ 10 bilhões em infra-estrutura e terão uma receita bruta de US$ 25 bilhões.
Intelig O presidente da Intelig, Fernando Terni, anunciou ontem novo pacote básico da operadora de telefonia de longa distância, pelo qual o usuário paga o preço único de R$ 0,27 por minuto em ligações de um aparelho fixo para outro, em qualquer horário e para qualquer lugar do País.
De um aparelho fixo para um celular, o preço é de R$ 0,55 por minuto em todos os horários e em qualquer dia da semana. Até domingo, o consumidor pagava R$ 0,32 no horário comercial, para fora do Estado de origem da chamada, e R$ 0,18 fora do horário comercial.

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