Desde 2008 os filhos dos professores universitários Gislayne e Laurival Vilas Boas estão matriculados no Instituto de Educação Infantil e Juvenil (IEIJ). Miguel, de 6 anos, está cursando o 1º ano do ensino fundamental, enquanto Beatriz, de 9, está no 4º ano. O que atraiu os pais, primeiramente, foi a linha de ensino que a escola segue. No entanto, hoje, outros vários diferenciais mantêm a família na instituição, por onde pretende permanecer até que as crianças concluam o 9º ano - que é o último oferecido pela escola.
''Fomos para lá por causa do método de ensino baseado em Peaget, cujas teorias já conhecíamos, e queríamos que nossos filhos estudassem nessa linha'', conta a mãe. Ela e o esposo passaram a se envolver diretamente na escola e hoje se orgulham por fazerem parte dela. ''Nos sentimos membros ativos e donos e não apenas contratantes de um serviço. Na escola cooperativa você faz parte de um contexto, toma decisões e isso aproxima muito os integrantes porque estão todos juntos lutando por um bem comum da instituição'', reitera. Gislayne acrescenta que a filha já consegue perceber que integra um sistema que também é dela. ''Quando ela fala 'minha escola' a gente percebe que se sente fazendo parte.''
Já para a zootecnista Petra Maria Wagner e o engenheiro Luciano Chiaratti, que também têm dois filhos matriculados no IEIJ - Caio, de 9 anos, e Katrin, 7, que estão, respectivamente, no 4º e 2º anos - o que mais chamou a atenção para a escola, no início, foi o horário do sono, visto que ambos entraram na unidade quando tinham pouco mais de um ano de idade. Entre outros vários benefícios apontados por Petra, ela cita que há muita integração entre as crianças porque são realizados muitos passeios com outras turmas. ''Nos sentimos uma família. É bem envolvente'', completa.
Sobre o cooperativismo, ela destaca que o maior diferencial é estar a par de tudo o que acontece dentro da escola. ''O que, muitas vezes, não ocorre em outras instituições em que você só para na frente para deixar o filho'', compara a mãe, que faz parte da diretoria desde o ano passado. ''O principal é que não visamos lucro, mas sim o melhor para a educação'', acrescenta. (A.V.)

mockup