País sai da lanterninha em importações
Brasília - Nas importações, o Brasil teve um resultado mais encorpado. O País deixou a lanterninha do ranking dos 30 maiores importadores de bens do mundo para a Irlanda, subiu um degrau e conquistou a 29 posição. Em 2004, as compras externas brasileiras somaram US$ 65,9 bilhões, o que correspondeu a um aumento 30% em relação a 2003. Como ocorreu com as exportações, a expansão das importações também foi superior à média global, de 21%, e à da América do Sul, de 18,5%. O crescimento, entretanto, não foi suficiente para que o Brasil retomasse a 27. posição, registrada em 2002.
Mesmo ganhando posições no ranking dos importadores, o País continuou estagnado no que se refere a sua participação no total de importações mundiais. A fatia brasileira continuou no mesmo nível de 0,7% verificado em 2003. Em 1999, com importações de apenas US$ 51,7 bilhões, o País esteve mais bem colocado nesse ranking: 22º lugar.
Economia com dimensões similares à do Brasil, o México ficou no 14º posto no ranking, com US$ 206,4 bilhões e aumento de 16% em suas compras do exterior em relação ao ano anterior. Sua participação nas importações globais foi de 2,2%.
No comércio de serviços, o Brasil continua em situação irrelevante. O País não figura na lista dos 30 maiores exportadores e, assim como em 2003, ocupa a lanterninha no ranking de importadores. No ano passado, as importações brasileiras de serviços totalizaram US$ 16,3 bilhões, o que lhe garantiu uma participação de apenas 0,8% no consumo mundial do setor. O crescimento de 12% nessas compras, em relação a 2003, foi ainda inferior à expansão global de 16%.
O relatório da OMC mostra que os Estados Unidos lideraram o comércio internacional do setor, com US$ 319,3 bilhões em exportações e US$ 259 bilhões em compras externas em 2004. (AE)





