Os estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, declarados áreas livres da febre aftosa pela Organização Internacional de Epizootias (OIE), poderão voltar a exportar carne suína ‘‘in natura’’ para a Argentina, após uma proibição de cinco anos. Segundo informou ontem o Ministério da Agricultura, a liberação é resultado de negociações entre a Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA) e o governo argentino.
O diretor do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa), Luiz Carlos de Oliveira, que integrou a missão brasileira que participou das negociações com os representantes do governo argentino, em Buenos Aires, relatou que os técnicos brasileiros aproveitaram a viagem para conhecer o Plano de Controle de Resíduos e Higiene de Alimentos - Plano Creha - da Argentina.
Com a implantação desse sistema, a Argentina passou a monitorar, por amostragem, os produtos de origem animal, por meio de análises de resíduos e microbiológicas. O plano permite ao país vizinho suspender a importação de carnes brasileiras. Só que, segundo os técnicos do Ministério da Agricultura, o governo argentino não notificou previamente nem o Brasil e nem a Organização Mundial de Comércio (OMC) sobre a adoção da medida.
Oliveira classificou a decisão argentina de ‘‘unilateral’’ e disse que o ministério quer que os argentinos comprovem estar submetendo suas próprias carnes ao Creha. Desde já, porém, antecipou que ‘‘o Brasil também vai intensificar o controle de todos os produtos que vem importando’’.

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