País reduz déficit nas contas externas
Agência Estado
De Brasília
As contas externas do País voltaram a apresentar melhora em novembro. Nas operações de comércio e serviço realizadas com o exterior, ou seja, nas transações correntes, foi registrado o déficit de US$ 2,21 bilhões ante os US$ 2,39 bilhões de outubro. É o melhor desempenho mensal desde novembro de 1996. A tendência continua sendo de melhora, disse Fernando Caldas, chefe-adjunto do Departamento Econômico (Depec) do Banco Central.
Transações com outros países têm melhor resultado mensal desde 96. Saldo ficou negativo em US$ 2,2 bilhões em novembro
No acumulado de 12 meses, o déficit em transações correntes ficou em US$ 25 bilhões ante os US$ 25,5 bilhões até outubro. Neste caso, foi o melhor resultado desde março de 97. Proporcionalmente ao Produto Interno Bruto (PIB), o déficit de novembro chegou a 4,39% do produto. Em outubro havia ficado em 4 34%. O fato de o déficit ter caído em dólares, mas aumentado em relação do PIB, é atribuído ao efeito do cálculo dos 12 meses com a substituição de novembro do ano passado pelo mesmo mês deste ano. Sempre há uma flutuação.
Considerando os dados acumulados até o mês passado, o déficit em transações correntes já havia superado a meta indicativa constante do acordo com Fundo Monetário Internacional (FMI) que é de US$ 24,7 bilhões para este ano. Mas o governo não vê problemas para cumprir essa meta, porque no cálculo dos 12 meses dezembro de 98, que teve déficit de US$ 33,6 bilhões, será substituído por um desempenho melhor deste mês.
Caldas insistiu que as estimativas para o desempenho das transações correntes são de melhora. Especificamente neste mês, ele destacou que os pagamentos de juros aos credores externos do País estão pressionando as contas. Mas ressalvou que, excluídos esses pagamentos, o desempenho seria superior ao de novembro. Isso porque as importações para o período de Natal foram antecipadas, o que tirou uma pressão da balança comercial este mês.
Também em relação à balança, ele disse não haver dúvida de que a perspectiva é de melhora. Não é razoável que os preços das commodities que importamos continuem aquecidos, afirmou. Vamos ter valores cada vez mais agradáveis, disse, referindo-se ao petróleo. Ao mesmo tempo, deverá haver melhora no preço das commodities exportadas pelo Brasil.
No mês passado, os gastos com juros foram de US$ 1,12 bilhão ante os US$ 2,26 bilhões de outubro. As viagens internacionais registraram déficit de US$ 130 milhões, US$ 4 milhões a mais que o mês anterior. Em relação a novembro do ano passado, dois meses antes da desvalorização do real, houve queda de US$ 121 milhões nas viagens internacionais. Naquele mês, o déficit havia sido de US$ 251 milhões.





