O presidente da Sociedade Rural do Oeste, Valdir Lazarini, acredita que em um mês a exportação da carne brasileira para a Europa volte à normalidade. A suspensão das compras da carne do Brasil é consequência da confirmação de casos de aftosa no Rio Grande do Sul. Em sua análise, o Paraná também foi prejudicado com a existência da doença na região Sul.
Na opinião de Lazarini, se o governo federal não tomar uma atitude imediata, o prejuízo com a exportação de carne bovina pode chegar a R$ 300 milhões. Ele culpa o governo gaúcho pela ressurgimento da aftosa. ‘‘Com o aparecimento dos primeiros focos nos países vizinhos, as autoridades deveriam ter-se mobilizado e desencadeado uma ampla campanha de vacinação. O resultado da intransigência é o comprometimento de todo o mercado brasileiro de carne bovina’’, diz.
O presidente da Sociedade Rural do Oeste afirma que mesmo sem ter números oficiais sobre a vacinação contra a febre aftosa, em toda região, cerca de 1 milhão de cabeças de gado devem ter sido vacinadas. ‘‘O Paraná desenvolve uma política séria de combate à aftosa e não podemos nos descuidar agora, um ano depois de ter o Estado reconhecido como área livre da doença com vacinação’’, observa.
De acordo com Lazarini, as perspectivas da pecuária brasileira eram das mais otimistas para este ano, inclusive com a possibilidade de fechamento de novos negócios no exterior e valorização da carne nacional. Ele acredita que a aftosa frustou o setor e o preço da arroba vem caindo nas últimas semanas. ‘‘Há um mês, a arroba era comercializada a R$ 40,00, e agora não há comprador que pague R$ 38,00’’, reclama.
Valdir Lazarini entende que a situação é crítica sendo necessário muito trabalho para reverter o quadro atual da pecuária brasileira. Com base nas primeiras providências do governo federal, ele considera que a situação possa estar normalizada em um mês. ‘‘Não é possível vacinar o país inteiro só porque um Estado não cumpriu a sua parte. Mas, espero que em pouco tempo tudo volte a normalidade’’, conclui.
Umuarama A Defesa Sanitária Animal (DSA) de Umuarama confirmou ontem a vacinação de 85% do rebanho regional, o maior do Paraná, com 1,5 milhão de cabeças. Segundo o coordenador da DSA, Ilvécio Guimarães, até a semana que vem o órgão deve receber todas as notas fiscais que confirmaram o total do rebanho vacinado. ‘‘Acreditamos que tenha chegado muito próximo dos 100%’’ disse Guimarães.
A secretaria municipal de Agricultura de Umuarama fez um arrastão, no último dia da campanha, para vacinar animais criados em pequenas chácaras e terrenos baldios na periferia de Umuarama. Cerca de 600 animais foram vacinados em 30 bairros e pequenas propriedades em torno da cidade. A Sociedade Rural comprou mil vacinas para serem doadas aos criadores que possuem até quatro cabeças. (Vânia Moreira, de Umuarama).

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