A entrada líquida de dólares pelo mercado de taxas livres (comércio exterior, Bolsas, investimentos e captação no exterior) atingiu US$ 6,280 bilhões em fevereiro, o maior volume mensal registrado nesta década pelo Banco Central. A partir desse número, analistas de mercado estimam que as reservas em moeda estrangeira do País em fevereiro somam aproximadamente US$ 57,9 bilhões.
Com isso, as reservas estariam próximas dos US$ 61,931 bilhões existentes em setembro passado, antes da crise da Ásia. O pânico no mercado financeiro provocou a saída do País de quase US$ 10 bilhões em apenas dois meses - outubro e novembro. Para estancar a fuga de dólares, a equipe econômica dobrou as taxas de juros, em 30 de outubro. Assim, o governo ofereceu maior rendimento aos investidores que deixaram dólares aplicados no País.
A recomposição das reservas começou em janeiro, com um acréscimo de US$ 930 milhões. Os últimos números oficiais (de janeiro) informam que as reservas estão em US$ 53,103 bilhões.
O valor das reservas é um dos principais dados observados pela equipe econômica na hora de decidir pela redução dos juros. Os números da reserva citados se referem ao conceito de liquidez internacional, que inclui o dinheiro disponível e os compromissos de médio e longo prazos.
A chefe do Departamento de Reservas Internacional do BC, Maria do Socorro Carvalho, disse que 60% dos recursos que entram no segmento financeiro são dirigidos aos investimentos em produção (construção de fábricas, compras de empresas etc) e às Bolsas. ‘‘Somente 40% desse capital é ‘smart money’ (dinheiro esperto)’, disse Socorro, referindo-se ao capital volátil que entra para se beneficiar dos altos juros.

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