País recebe US$ 9,3 bi do FMI
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quarta-feira, 18 de junho de 2003
Lu Aiko Otta e Gustavo Freire<br> Agência Estado 
Brasília O Brasil recebeu anteontem cerca de US$ 9,3 bilhões do Fundo Monetário Internacional (FMI), referentes à quarta parcela do empréstimo da instituição. A informação foi divulgada ontem pelo Banco Central e, com isso, as reservas internacionais atingiram o saldo de US$ 53,777 bilhões. Além do dinheiro do Fundo, as reservas ainda foram engordadas com o ingresso de US$ 1,220 bilhão captados pelo País por meio da emissão de bônus no mercado internacional.
Esta nova parcela desembolsada pelo Fundo é a maior de todo o programa. O valor é elevado porque em junho há uma concentração de vencimentos de parcelas que o Brasil tem a pagar ao FMI, referentes a empréstimos tomados no passado. O FMI espera que o País quite amanhã uma parcela de cerca de US$ 4,7 bilhões. Com isso, os pagamentos do Brasil ao Fundo chegarão a US$ 4,9 bilhões em junho.
Este ano é o mais pesado em termos de vencimento de empréstimos do FMI. O País terá de pagar um total de US$ 9,238 bilhões de Direitos Especiais de Saque (DES), a moeda do Fundo. Fazendo a conversão pela cotação de 1,42 dólares por DES, os vencimentos somarão US$ 13,117 bilhões, dos quais perto de US$ 722 milhões são juros.
Em 2004, os vencimentos serão da ordem de 3,258 bilhões de DES, ou US$ 4,626 bilhões; em 2005, serão 4,474 bilhões de DES, cerca de US$ 6,353 bilhões. E, no último ano deste governo, vencerão 2,068 bilhões de DES, cerca de US$ 2,936 bilhões.
O programa atualmente em curso entre o Brasil e o FMI foi fechado em setembro último. No total, são 22,821 bilhões de DES, cerca de US$ 32,405 bilhões. A cada trimestre, uma nova parcela é liberada após a verificação do cumprimento de metas fixadas para o trimestre anterior. O programa vai até dezembro e ainda faltam duas parcelas a serem liberadas. A próxima, programada para agosto, será da ordem de US$ 4,3 bilhões. E a última, a ser desembolsada em novembro, será de cerca de US$ 7,9 bilhões. O governo espera não precisar prorrogar seu acordo com o FMI, segundo já declarou o ministro da Fazenda, Antônio Palocci.


