O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) anunciou ontem que obteve do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) um financiamento de US$ 1,1 bilhão para empréstimos a micro, pequenas e médias empresas e a projetos privados nas áreas de saúde e ensino superior. O empréstimo aprovado ontem é o maior da história do BID.
Os juros serão equivalentes ao custo de captação do BID mais uma pequena sobretaxa, resultando hoje numa taxa total de 6,99% ao ano. O BNDES pagará em 20 anos, com 4 de carência.
A gerente de Operações com Organismos Internacionais do Departamento de Captação do BNDES, Ângela Carvalho, disse que, embora o momento da aprovação tenha sido bom para a imagem do Brasil, o empréstimo já estava previsto, e sua análise pela direção do BID, marcada há algum tempo para ontem. No orçamento do BNDES estava prevista a entrada de US$ 200 milhões desse empréstimo este ano.
O prazo para a liberação total é de quatro anos, mas Ângela disse que a expectativa é que ela ocorra em prazo menor, dependendo da demanda do mercado pelos recursos. O BNDES emprestará o dinheiro a um custo de TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo) mais uma taxa de risco a ser definida caso a caso. A TJLP, revista trimestralmente, está hoje em 11,68% ao ano.
Os empréstimos serão feitos por bancos credenciados como agentes financeiros do BNDES, o que significa que cada operação será inferior ao limite de R$ 7 milhões. O banco só faz empréstimos diretos acima desse limite. O programa do BNDES para financiamentos a micro, pequenas e médias empresas e para projetos sociais privados de saúde e educação de nível superior prevê empréstimos totais de US$ 2,2 bilhões, em cerca de dois anos e meio. Os outros US$ 1,1 bilhão virão de um financiamento em negociação com o Eximbank do Japão.

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