Os presidentes dos bancos centrais de Chile e Brasil e especialistas de México, Espanha, Indonésia e possivelmente Estados Unidos vão trabalhar com o governo do presidente Eduardo Duhalde na articulação de um plano para a Argentina superar a crise, disseram ontem fontes do ministério da Economia.
A comissão vai realizar um trabalho técnico que permitirá a Argentina apresentar ao FMI um programa econômico para obter assistência financeira, que alguns analistas estimam em US$ 20 bilhões de dólares.
A comissão será integrada por presidentes dos bancos centrais de Brasil, Armínio Fraga, e Chile, Carlos Massat, assim como Miguel Mansera Aguayo, que presidiu o Banco Central do México durante a crise cambial enfrentada por aquele país em dezembro de 1994. Também farão parte do grupo um especialista que participou da solução da crise da Indonésia, um do governo espanhol e possivelmente um designado pelo departamento do Tesouro dos Estados Unidos, disse o jornal Clarín.
Protestos Centenas de trabalhadores da saúde, desempregados e poupadores protestaram ontem em cidades da Argentina para pedir o pagamento de salários atrasados e planos de criação de empregos, e contra o ’corralito’ financeiro, informaram agências de notícia locais.
Na província de Buenos Aires, funcionários do ministério da Saúde interromperam o trânsito diante da sede do governo da cidade de La Plata (60 km ao sul), pouco antes dos empregados de 76 hospitais públicos realizarem um panelaço para pedir o pagamento de salários atrasados e para protestar contra eventuais cortes do orçamento. Na Capital Federal centenas de trabalhadores de um hospital público marcharam até a Praça de Maio para protestar contra o não pagamento de seus salários e denunciar a falta de material nos estabelecimentos médicos.

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