Rio O secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Marcos Lisboa, acredita que ''a economia brasileira tem reagido bem às grandes oscilações do mercado internacional''. Essa boa reação ocorreu não só em relação à guerra no Iraque, mas também à volatilidade anterior, em grande parte causada pelas expectativas em relação ao conflito, e aos acontecimentos desde o início do ano, quando Luiz Inácio Lula da Silva assumiu a Presidência da República.
Lisboa deu essas declarações no Ministério da Fazenda no Rio, onde deu posse na manhã de ontem ao novo presidente do IRB Brasil Resseguros, Lídio Duarte. Na ocasião, ele confirmou que, apesar do Diário Oficial ainda não ter publicado, o economista Renê Garcia será o novo presidente da Superintendência de Seguros Privados (Susep).
Para justificar sua avaliação, Lisboa elencou fatos positivos para o Brasil. O risco país caiu de mais de 2.000 pontos para menos de 1.100 pontos. O dólar baixou sua cotação em relação à moeda brasileira. Os títulos da dívida externa brasileira conhecidos como C-Bonds se valorizaram no mercado secundário de US$ 0,48 para US$ 0,78, segundo o economista. Ele destacou que tudo isso ocorreu ''em ambiente de grande volatilidade no exterior''.
O secretário ressaltou ainda que ''estamos em um momento de declínio da taxa de inflação''. Lisboa reafirmou que o governo buscará a meta ajustada de 8,5% este ano. ''A idéia é que ela caia rapidamente para convergir para a meta ajustada do Banco Central'', disse. ''Cortar a inflação é uma prioridade.''
Ele observou ainda que, em relação ao abastecimento e aos preços de petróleo ''não há nenhum sinal de problemas no curto e no médio prazo''. Até porque, lembrou, os mercados futuros internacionais estão com os preços em queda.

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