País quer vender mais camarão
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domingo, 02 de fevereiro de 2003
Agência Estado 
São Paulo - Apesar da alta competitividade do agronegócio brasileiro, o País ainda não é grande exportador dos produtos agrícolas de maior crescimento. A participação significativa, nas exportações das commodities agrícolas mais dinâmicas do mundo, e de preparados de frutas, com 11% do mercado. Segundo a Conferência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento (Unctad), em outros setores cujo crescimento mundial de vendas supera 7%, como peixes frescos e crustáceos, o País está crescendo, mas ainda não figura entre os grandes exportadores.
Mas os brasileiros vêm ganhando mercado. As exportações de camarão, por exemplo, saltaram de US$ 2,8 milhões em 1998 para US$ 142 milhões no ano passado, segundo a Associação Brasileira de Criadores de Camarão (ABCC). O País desbancou o Equador e, atualmente, é o sétimo maior exportador do crustáceo no mundo, atrás apenas de países asiáticos como China, Tailândia e Indonésia.
A meta é tornar o camarão brasileiro mais ''popular'' no mercado internacional. Para isso, a ABCC está promovendo treinamentos para ensinar os exportadores a produzir variedades mais elaboradas do crustáceo, como camarão pelado sem tripa, pré-cozido, e outros.
Segundo Roberto Giannetti da Fonseca, indicado para coordenar o Conselho Estadual de Comércio Exterior de São Paulo, e ex-titular da Camex, crescer ganhando participação de mercado de outros países exige muito esforço. ''É preciso ser muito competitivo em preço e qualidade, além de convencer o comprador a trocar de fornecedor'', explica.
Alguns exportadores vêm realizando a façanha. O setor de processados de frutas também teve crescimento expressivo das exportações. As vendas externas eram US$ 15 milhões em 1999, e fecharam 2002 na casa dos US$ 100 milhões, segundo dados iniciais da Associação das Indústrias Processadoras de Frutos Tropicais (ASTN).


