O ministro Pratini de Moraes confirmou que o Brasil está encaminhando ao Comitê Fitossanitário da Organização Mundial do Comércio (OMC) uma representação para disciplinar os processos de embargo a produtos alimentares. ‘‘Não é possível que aconteçam novamente coisas como que o Canadá fez ao Brasil. Queremos que o embargo seja precedido de um comunicado, para que o País possa se explicar’’, afirmou.
Pratini acrescentou que o ministro de Relações Exteriores, Celso Lafer, está discutindo com os países do Mercosul a possibilidade de uma atuação conjunta neste campo. De acordo com o ministro da Agricultura, o Brasil recebeu o apoio direto da Argentina na sua disputa com o Canadá, por causa do problema da vaca louca.
Pratini vai receber a delegação do Canadá com uma gravata decorada com diversas vaquinhas que usam um chapéu de caubói. O ministro compareceu ontem com a peça à posse do ex-chanceler Luiz Felipe Lampréia na presidência do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri) e disse que vai usá-la durante toda a semana. ‘‘São vaquinhas brasileiras saudáveis, bem tratadas e felizes’’, explicou.
Europa O ministro de Negócios Estrangeiros de Portugal, Jaime Gama, afirmou que o embargo canadense à carne bovina brasileira não tem influência sobre as decisões da União Européia neste campo. O chanceler português garantiu que não há intenção na Europa de realizar um embargo à carne brasileira.
‘‘A União Européia julga terceiros países por seus méritos próprios e não influenciada pela decisão de qualquer outra nação’’, disse. Gama observa que está em discussão um acordo de equivalência fitossanitária entre a União Européia e o Brasil.
Portugal, inclusive, é vítima há dois anos de um embargo da União Européia à sua carne bovina por causa da descoberta da doença da vaca louca no país. Gama espera que este embargo seja levantado até meados do ano.

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