País quer elevar saldo na balança comercial em 2002
O esforço para aumentar as exportações brasileiras tem como meta gerar um saldo comercial de US$ 5 bilhões para 2002. Se a projeção for concretizada significa um avanço, considerando que há três anos, o País apresentava um déficit de US$ 6 bilhões na balança comercial, comparou o ministro da Indústria e Comércio, Sérgio Amaral. Para este ano, o governo está esperando um superávit de US$ 1,5 bilhão na balança comercial brasileira.
O incentivo às exportações é a alternativa que o País quer trilhar para sair da vulnerabilidade às crises externas que comprometem o crescimento econômico, explicou o ministro. Para isso, o País vem negociando em várias frentes para incentivar as negociações com países e blocos econômicos.
O Brasil vai centrar seu foco de negociação para 10 produtos e sete países, com potencial para consumir os produtos brasileiros. Segundo Amaral, o governo federal está tomando para si a tarefa de ajudar o exportador a abrir mercados. Para isso vai procurar os governos dos países escolhidos e buscar nichos de mercado para colocação dos produtos brasileiros. Os países definidos foram Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, Japão, Índia, China e o México.
Amaral está confiante que o programa exportador do Brasil será bem sucedido, considerando o potencial dos novos mercados. Disse que este ano as exportações para a China estão crescendo 92%, para a Rússia, 200%. O ministro reiterou que o Brasil é um país competitivo, mas enfrenta o drama das barreiras alfandegárias, que impede a abertura dos mercados. A retomada das negociações do Mercosul com a Alca (Área de Livre Comércio entre as Américas) e com a Organização Mundial do Comércio (OMC) é um indicativo que a questão das barreiras alfandegárias será enfrentada definitivamente, acenou o ministro.(V.C.)





