Brasília - O governo brasileiro está defendendo no G-20 um código de conduta mais flexível para problemas de pagamento de dívida dos países. Além disso, quer discutir procedimentos a serem adotados apenas em relação a um eventual calote da dívida externa pública.
O G-20, grupo de países industrializados e emergentes criado em 1999, é presidido atualmente pelo ministro da Fazenda alemão, Hans Eichel.
O código, que seria um manual de discussão com os credores em caso de calote da dívida, será um dos temas da reunião técnica do G-20 que acontecerá em março.
O diretor de Assuntos Internacionais do Banco Central (BC), Alexandre Schwartsman, disse que a França e outros países defendem um modelo fechado de código com uma série de procedimentos para a instalação de um comitê de credores. ''Não podemos desenhar condutas para cada circunstância justamente porque elas são difíceis de prever'', explicou.
Schwartsman lembrou que o Brasil já deu um passo na direção de soluções para crises eventuais ao emitir títulos externos com cláusulas de renegociação da dívida. A discussão sobre os códigos foi formalizada no ano passado quando a vice-diretora gerente do FMI, Anne Krueger, propôs uma espécie de lei de falências para os países. O Brasil e outras nações foram contrários à proposta. O diretor do BC disse que o governo brasileiro está conversando com outros emergentes para definir uma proposta de consenso.

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