Brasília O novo governo brasileiro que sair das urnas em outubro terá que enfrentar em 2003 um pagamento de US$ 43,4 bilhões para fechar as contas externas, segundo dados do Banco Central (BC).
A cifra é um pouco menor do que os US$ 46,3 bilhões que o atual governo precisa para cumprir com os compromissos deste ano.
Esses US$ 43,4 bilhões serão necessários para compensar o déficit das transações correntes balança comercial e balança de serviços que inclui o pagamento dos juros ou a repatriação de lucros do País e garantir o pagamento dos prazos da dívida externa que vencem em 2003.
O BC prevê que o déficit das transações correntes se elevará no próximo ano a US$ 15,4 bilhões. Os US$ 28 bilhões restantes correspondem aos prazos da dívida externa tanto do governo como do setor privado que vencem no próximo ano.
Para compensar esses pagamentos em dólares, o BC espera que cheguem ao País US$ 17 bilhões em investimentos estrangeiros diretos e que tanto o governo como as empresas possam captar mais US$ 26,5 bilhões em créditos.
Nesse caso, não será necessário recorrer à linha de créditos do FMI para fechar as contas externas no próximo ano. Nem sequer aos US$ 24 bilhões aos quais terá direito o novo governo pelo acordo firmado com a instituição que pôs à disposição do Brasil uma linha de créditos de US$ 30 bilhões, dos quais US$ 6 bilhões serão liberados este ano.
Os juros da dívida se elevarão a US$ 14,85 bilhões (frente aos US$ 14,97 bilhões deste ano) e os gastos de viagens oficiais somarão US$ 1,2 bilhão (US$ 926 milhões para 2002).

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