País precisa investir em empresas inovadoras
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quinta-feira, 15 de dezembro de 2005
Fábio Galão<br>Equipe da Folha 
Curitiba - ''O PIB per capita da Coréia do Sul hoje é seis vezes maior do que era no início da década de 80. No mesmo período, o PIB per capita do Brasil aumentou apenas 50%. A Coréia apostou no capital empreendedor. Estamos fazendo hoje no Brasil o que a Coréia fez na década de 80''. As palavras são do ministro da Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende. Ele esteve ontem em Curitiba, para participar do 13º Fórum Brasil Capital de Risco.
Rezende enfatizou a necessidade do País de investir em empresas inovadoras. ''Hoje há uma consciência nacional de inovação nas empresas. Mas isso é recente. O Brasil começou a formar pesquisadores há cerca de 40 anos. Mas entramos no século XXI ainda com o conhecimento concentrado nas universidades e nos centros de pesquisa'', afirmou o ministro.
No fórum, Rezende comentou sobre os objetivos dos recém-lançados programas Inovar Semente e Juro Zero, ambos da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), do Ministério da Ciência e Tecnologia. A implementação do Juro Zero teve início no final de outubro. O programa oferece crédito a empresas inovadoras estabelecidas que tenham o objetivo de desenvolver novos projetos ou aumentar produção.
Como o nome indica, o valor das prestações é corrigido apenas pela inflação. ''O Juro Zero é destinado apenas para empresas inovadoras com faturamento até R$ 10 milhões por ano. E o limite do crédito é um terço do faturamento no ano anterior'', explicou Rezende. O Juro Zero está sendo desenvolvido em cinco regiões brasileiras e a expectativa é que 400 empresas inovadoras recebam crédito nesta primeira fase.
Já o Inovar Semente ainda está em fase de elaboração e beneficiará apenas empresas iniciantes. ''Queremos apoiar empreendedores que têm novos projetos, mas não têm recursos para desenvolvê-los'', disse o ministro. ''A Finep irá convocar gestores para discutir a formatação de fundos de capital de risco locais para financiar empresas inovadoras nascentes''.
A princípio, o programa será desenvolvido em cerca de 10 regiões. A expectativa é que em três anos sejam oferecidos R$ 300 milhões em crédito, para beneficiamento de aproximadamente 300 empresas. ''As empresas que mais crescem são inovadoras. E o parque industrial brasileiro tem que crescer mais'', justificou Rezende.


