Os números do ajuste fiscal começam a ser discutidos publicamente nos encontros de Washington. O diretor da Área Externa do Banco Central, Demósthenes Madureira de Pinho, admitiu ontem que gira em torno de R$ 25 bilhões o ganho de caixa que o governo brasileiro precisa ter. ‘‘É por a풒, disse ele, quando jornalistas lhe apresentaram esta cifra.
Indagado sobre se R$ 10 bilhões viriam de aumento de impostos, como afirmou o diretor de Política Monetária do BC, Francisco Lopes, Demósthenes respondeu: ‘‘Isso vocês têm de conversar com Pedro Parente (secretário executivo do Ministério da Fazenda).
De qualquer forma, o diretor fez questão de ressaltar que o ajuste fiscal terá de ser para valer. ‘‘O ajuste fiscal será dramático e definitivo’’, disse Pinho. ‘‘Isto é absolutamente urgente’’, afirmou aos jornalistas.
O diretor disse que o Brasil tem tudo para conseguir estabilizar sua dívida líquida sobre o Produto Interno Bruto (PIB) em três anos, não citando, no entanto, nenhum valor. Segundo ele, o estoque da dívida pública brasileira, de acordo com padrões internacionais, não é muito elevado, ficando em torno de 38%.
O diretor do BC lembrou que o presidente Fernando Henrique Cardoso determinou um esforço concentrado a partir de 1999 para se conseguir esta estabilização. ‘‘A eleição sem precedentes do presidente Fernando Henrique indica que a sociedade está dando a ele um mandato para fazer o que tem de ser feito e nós faremos.’’

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