O estudo Eliminando Barreiras para o Crescimento Econômico, divulgado ontem pelo Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV), propõe incentivos ao aumento da produtividade, à reorganização do sistema tributário, à flexibilização da legislação trabalhista e à redução do custo e da complexidade de se fazer negócios no Brasil. Para o consultor econômico Claudio Shimoyama, algumas medidas são implementadas aos poucos, como a aprovação do Simples e do Supersimples. "Mas ainda se espera uma maior reformulação tributária", diz.
O economista Marcos Rambalducci considera que é preciso não apenas desonerar o setor produtivo, mas facilitar o pagamento de impostos, reduzir a burocracia e flexibilizar a legislação trabalhista. "Hoje se onera o desligamento em 50% do valor do Fundo de Garantia do funcionário, mas 10% vai para o governo e precisa ser revisto. Até os 40% precisam ser revistos", diz.
Para o economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) Fabiano Camargo da Silva, alguns dos pontos devem ser discutidos desde que levem em consideração aspectos históricos. "Dizem que há um problema de produtividade no Brasil, mas houve redução no número de empregos nos anos 80 e 90, com sobrecarga de funcionários, o que fez a produtividade crescer. O trabalhador acabou pagando por isso e os ganhos não foram divididos com ele em termos de salário", diz. Ainda, ele criticou aqueles que consideram direitos dos funcionários como custos. (F.G.)

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