País poupa US$ 25 mi em combustível
Lucio Flávio Moura
De Foz do Iguaçu - Especial para a Folha
País dependente da energia gerada por hidrelétricas, o Brasil poupará US$ 25 milhões em óleo diesel e carvão mineral com a adoção do horário de verão. O valor refere-se a diminuição do consumo de combustíveis nas termoelétricas.
Para as hidrelétricas e o todo a rede de distribuição de eletricidade, o maior benefício com a mudança de horário é a diminuição nos investimentos na operação do sistema nos horário das 19 horas e 21 horas, período considerado crítico no abastecimento de energia.
Sem o horário de verão, o País teria que investir nos próximos cinco meses R$ 350 milhões para evitar colapso no abastecimento nos maiores mercados consumidores de eletricidade. O horário de verão aumenta a confiabilidade do sistema, que tem menos riscos de sofrer blecautes, explica Carlos Alberto Knakiewicz, gerente do Departamento de Operações de Sistemas de Itaipu, hidrelétrica recordista mundial em produção da energia. A medida também é oportuna porque evita um consumo maior de água das bacias hidrográficas do centro-sul do País, que estão sofrendo com a seca, aponta Knakiewicz.
A partir de segunda, o consumo máximo no horário de pico cai em 4,5%. Ao todo, o Brasil irá gastar 1% menos de energia nos próximos cinco meses. A economia equivale ao consumo de oito anos de uma cidade como de Foz do Iguaçu.
O consumo residencial é o que mais cai com a extensão da luz natural por mais uma hora. A economia, neste caso, equivale ao total gasto por 1,2 milhão de residências populares, com poucos eletrodomésticos ou a 200 mil casas de classé média alta.
Em Foz do Iguaçu, a Itaipu Binacional é a única empresa a não adotar o horário de verão. Administrada por brasileiros e paraguaios, a hidrelétrica trabalhará até fevereiro no fuso normal, evitando confusão na parte paraguaia do complexo e nos setores que abrigam técnicos das duas nacionalidades.





