BRASÍLIA - A decisão de excluir os países do Mercosul da Medida Provisória que restringe o financiamento às importações deve levar o Brasil, mais uma vez, ao ‘‘banco dos réus’’ na Organização Mundial do Comércio (OMC). Técnicos dos Ministérios da Fazenda e das Relações Exteriores já trabalham com essa hipótese.
‘‘O Brasil vai argumentar que está casado com os países do Mercosul e não quer, em hipótese alguma, o divórcio’’, disse uma alta fonte do Ministério a Fazenda. O governo vai sustentar que a união aduaneira no Mercosul impõe ao Brasil compromissos com seus parceiros, razão pela qual estes podem ser isentados das medidas que restringem as importações.
‘‘O Artigo 24 da OMC autoriza acordos regionais, desde que o nível das barreiras entre os países esteja de acordo com as regras multilaterais de comércio e que estas também sejam estendidas, nem sempre na mesma proporção, a terceiros países’’, afirmou a fonte.
Quem se sentir prejudicado que vá reclamar à OMC, acrescentou essa fonte, ao afirmar que o Brasil não tem porque ficar sempre na defensiva em questões de disputa comercial com outros países. ‘‘Em comércio exterior é assim mesmo. A Europa e os Estados Unidos estão cansados de fazer isso contra países em desenvolvimento’’, avaliou.

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