País pode ter dificuldade para exportar em novembro
Eduardo Magossi
Agência Estado
O ministério da Agricultura e a Associação dos exprotadores não estão otimistas com relação às exportações de frango em novembro. Aumentar as exportações, portanto, pode não ser a saída para o setor. As exportações vinham bém atá setembro: voltaram a registrar um recorde histórico nesse mês, atingindo 78,76 mil toneladas, segundo o diretor executivo da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frango (Abef), Cláudio Martins. Segundo ele, o volume exportado em setembro de 1999 é 17,7% superior às 66,9 mil toneladas verificadas em igual período de 1998 e ligeiramente superior às 76,3 mil toneladas exportadas em agosto de 1999, o recorde anterior. Do volume total exportado em setembro, 39,08 mil toneladas foram de frango inteiro e 39,68 mil toneladas de frango em cortes. Enquanto em setembro as exportações de frango inteiro cresceram 2,88% em relação ao mesmo período do ano passado, as exportações de frango em cortes cresceram 37 16%.
No acumulado de janeiro a setembro de 1999, as exportações de frango já somam 556,37 mil toneladas, um volume 24,5% superior às 447,10 mil toneladas registradas no mesmo período de 1998. Segundo Clóvis Puperi, diretor da União Brasileira da Avicultura, o crescimento das exportações para um nível recorde é consequência da conquista de novos mercados com o esforço do setor em promover a carne de frango brasileira no exterior através da Agência de Promoção de Comércio Exterior. Puperi ressalta também o fato das exportações brasileiras de frango terem crescido sem a redução do preço médio obtido, como aconteceu em outros setores que registraram forte alta das vendas externas. O preço médio da carne vendida ao exterior foi, de janeiro a setembro de 1999, de US$ 1.190 por tonelada, praticamente estável em relação ao preço médio do mesmo período de 1998, de Us$ 1.198 por tonelada.





