Rio O Brasil quase atingiu em maio o equilíbrio na balança comercial de petróleo e derivados. Segundo dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP), o País importou o equivalente a 13,4 milhões de barris de petróleo e derivados e exportou 12,766 milhões, com saldo negativo de 635 mil barris. Isso representa cerca de 20 mil barris diários ou o equivalente a quase 1% do consumo total de petróleo e derivados, que está em torno de 1,8 milhão de barris diários.
Em termos financeiros, o País apresentou déficit de US$ 131 milhões em maio, o que representa queda de 58% em relação aos US$ 312 milhões registrados em maio de 2002. Mantido o mesmo ritmo, é provável que o Brasil consiga ''zerar'' e até atingir superávit comercial nos negócios com petróleo e derivados antes do fim do ano. Ou seja, deixaria o grupo de importadores, para se tornar exportador de óleo.
Nos cinco primeiros meses do ano, o País gastou US$ 889 milhões líquidos (diferença entre exportação e importação) na compra de petróleo e derivados, frente ao US$ 1,3 bilhão registrado no período de janeiro a maio de 2002, o que representa queda de 32%.
Os dados compilados pela ANP a partir de informações da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que o petróleo está deixando de ser o principal vilão da balança comercial. Nos 12 meses encerrados em maio, por exemplo, o gasto líquido de divisas para a compra de óleo e derivados somou US$ 2,4 bilhões, o que é quase metade do nível observado há dois anos. Em 2000, por exemplo, o déficit comercial no segmento totalizou US$ 6,5 bilhões, com exportações de US$ 1,036 bilhão e importação de 7,546 bilhões. No ano seguinte, em 2001, as exportações somaram US$ 2,16 bilhões e as importações, US$ 6,807 bilhões, com déficit de US$ 4,645 bilhões. Nos 12 meses do ano passado as exportações somaram US$ 3,025 bilhões e as importações, US$ 5,865 bilhões, com déficit de US$ 2,84 bilhões.
A melhoria da balança comercial do petróleo resulta principalmente da forte ampliação das exportações, refletindo o grande aumento da produção interna nos últimos três anos. De janeiro a maio, as exportações de petróleo e derivados somaram US$ 1,649 bilhão, com aumento de 89% em relação aos cinco meses de 2002. As importações também cresceram, mas em ritmo bem inferior, totalizando US$ 2,538 bilhões, ante US$ 2,180 bilhões de janeiro a maio de 2002, o que representa aumento de 16,42%. No mês de maio, isoladamente, o País registrou queda de 33% nas importações, no valor de US$ 398 milhões, enquanto as exportações somaram US$ 267 milhões.

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