País pode ocupar mercado da UE
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quinta-feira, 01 de março de 2001
Agência Estado De Brasília 
O Brasil poderá ocupar parte do mercado internacional de carne dominado por exportações da União Européia. Na avaliação de técnicos da CNA isso poderá se tornar realidade especialmente se o País melhorar sua classificação de risco com relação à doença junto ao Comitê Científico para Avaliação Geográfica de Risco da doença da vaca louca, a (Encefalopatia Espongiforme Bovina). Este comitê se reúne nos dias oito e nove próximos, em Bruxelas, na Bélgica.
O aumento de casos de BSE na Europa já provocu uma redução de cerca de 40% ou mais no consumo de carne bovina, especialmente nos países que estão no epicentro da crise, como a França, Alemanha e Espanha. Além da queda no consumo interno, as exportações de carne bovina produzida na UEa para países como o Egito, Rússia e Arábia Saudita já estão sendo reduzidas sensivelmente. Esses três países consomem 75% da carne bovina exportada pela União Européia, sendo que em 1999 importaram 693 mil toneladas do produto.
Embarques normalizados O mercado está otimista em relação às exportações de carne bovina do Brasil depois que os países do Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta) suspenderam o embargo ao produto brasileiro. Os Estados Unidos e o Canadá suspenderam o embargo na sexta-feira e informaram que voltaram a comprar imediatamente do Brasil. Diante disso, posso dizer que as exportações para esses compradores já estão normalizadas, afirmou Edivar Queiroz, presidente da Abiec.
A associação mantém a previsão de exportação de cerca de 700 mil toneladas de carne bovina e de receita de US$ 1 bilhão em 2001.


