Arquivo FolhaGustavo Franco, presidente do BCO presidente do Banco Central, Gustavo Franco, admitiu ontem que os fatores externos, como a definição da política de juros nos Estados Unidos e os ajustes no setor bancário japonês, que sairão na próxima semana, influenciarão as decisões do Conselho de Política Monetária (Copom) do Banco Central. A próxima reunião do conselho, que também tratará da política de juros do País, acontecerá justamente depois dos dois eventos. Ele afirmou, porém, que governo tem condições de manter a tendência declinante das taxas de juros e garantiu que ela já existe.
Franco lembrou que o agravamento da crise do setor bancário do Japão pode afetar os países industrializados, o chamado Grupo dos 7 (G-7). Ele destacou que a situação da Ásia é delicada e vai além dos problemas nas bolsas de valores. Para ele a maior preocupação hoje é com o Japão.
Se o Japão resolver seus problemas de natureza bancária, segundo Franco, evita que os problemas nas outras economias asiáticas possam contaminar o Grupo dos 7. ‘‘Isso daria uma dimensão diferente aos eventos da Ásia’’, explicou. Ele destacou que esta questão parece evoluir bem, pois os japoneses estão tomando a iniciativa de cuidar dos seus bancos para preservar o sistema e os poupadores. ‘‘Em todo o mundo deseja-se que o Japão faça o seu Proer’’, disse ele.

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