O crescimento do Brasil neste ano poderá ser menor que os 2,8% anunciados pelo Banco Central, segundo estudo feito pelo Ministério da Fazenda e divulgado ontem.
Num cenário pessimista, o Brasil pode crescer apenas 2,4% neste ano devido aos impactos do racionamento de energia elétrica na produção industrial. Isso significaria uma queda de dois pontos percentuais com relação à estimativa anterior de expansão econômica do ministério, de 4,4%. Num cenário mais otimista, a queda do PIB poderia ser de 0,8 ponto percentual.
‘‘Nas simulações desse estudo, a taxa de crescimento de 2001 se situaria em um intervalo de 2,4% e 3,6%’’, diz o documento divulgado pela Secretaria de Política Econômica. Ao contrário da previsão do Banco Central, o estudo da Fazenda só analisa o impacto da crise energética.
Segundo o secretário-adjunto de Política Econômica, Fernando Montero, tudo vai depender da capacidade das indústrias transferirem para outros setores o que conseguirem economizar além da meta estabelecida pelo governo.
Para que a queda do PIB seja de 0,8 ponto percentual, a indústria eletrointensiva – como a de alumínio, por exemplo –, com exceção de cimento, deveria reduzir o seu consumo de energia em 31%. A meta de economia é de 25%.
De acordo com a pesquisa, a indústria como um todo tem condições de cortar entre 10% e 15% do seu consumo de energia sem prejudicar a produção.

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