País pode crescer 6%, diz Fraga
Agência Estado
Do Rio
Em um discurso bastante otimista, o presidente do Banco Central (BC), Armínio Fraga, estimou ontem que o Brasil tem condições para crescer 6% ao ano, em médio prazo. Essa taxa de crescimento pode ser mantida por um bom tempo, completou Fraga, durante o XIX Encontro Nacional do Comércio Exterior (Enaex), no Rio.
Fraga explicou como seria composto esse crescimento anual de 6%: 1% ou até menos de crescimento populacional, aumento de 2% a 2,5% na poupança interna mais um aumento da produtividade. Segundo o presidente do BC, os países que estão na primeira fila os Estados Unidos, mais especificamente mantêm um crescimento de 3% a 4% por ano, beneficiados pelo desenvolvimento da tecnologia da informação, uma revolução que deve durar ainda uma ou duas décadas. Pela lógica de Fraga, quem está atrás na fila teria mais espaço para crescer.
Para o presidente do BC, o País se prepara para atrelar seu vagão ao trem do crescimento. Em seu discurso, Fraga deu a entender que os principais problemas vividos pelo País recentemente estão praticamente resolvidos. Tínhamos um problema fiscal, hoje não temos mais. O mesmo valeria para os problemas cambiais e monetários.
Fraga fez questão de reiterar que o governo é inteiramente a favor da reforma tributária. Dizer que o governo não quer a reforma tributária é uma mentira, um disparate, afirmou, em uma clara resposta às declarações do deputado e ex-ministro Delfim Netto (PPB-SP). Na véspera, no mesmo evento, Delfim havia dito que o governo discutiu a proposta de reforma apresentada pelo deputado Mussa Demes (PFL-PI) por medo de perder receitas.
O País não pode esperar pela reforma tributária, disse Fraga. A reforma tem de ser boa, administrável e implantável. Fraga lembrou que os outros objetivos prioritários do governo são a reforma do sistema financeiro citou o projeto de redução do spread bancário aos tomadores finais e a educação.





