Curitiba A produção agrícola no Brasil poderá alcançar, este ano, 107,383 milhões de toneladas, superando em 10,56% os 97,122 milhões de toneladas do período da safra anterior. A projeção faz parte do primeiro levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para a safra 2002/03 de cereais, leguminosas e oleaginosas. A região Sul, segundo o relatório, deverá colher 12% a mais do que no ano passado, totalizando 48,152 milhões de toneladas
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Para o milho 1 safra, a estimativa para a temporada é de produção de 32,050 milhões de toneladas, 9,39% superior à colhida no ano anterior, com 29,298 milhões de toneladas. O IBGE vê a o aumento de cerca de 2,7 milhões de toneladas de milho como benéfico para o setor, pois a escassez do produto vinha causando transtorno no abastecimento interno, com reflexo maior na avicultura e na suinocultura.
Entre os principais Estados produtores de milho do País, que produzem acima de um milhão de toneladas, somente Bahia (78%), Minas Gerais (2%), Santa Catarina (33%) e Rio Grande do Sul (23%) registram aumento na primeira estimativa para 2003. São Paulo, Paraná e Goiás apresentam, respectivamente, reduções de 4,8%, 1,7% e 0,98%.
A produção da soja para a safra 2003, segundo o IBGE, deve apresentar crescimento de 17%, passando de 42 milhões de toneladas no ano passado para 49 milhões de toneladas. Entre os principais produtores, os maiores acréscimos são observados na Bahia (39%), Paraná (12%), Rio Grande do Sul (38%), Mato Grosso do Sul (11%), Mato Grosso (12%) e Goiás (12%). Os três Estados que mais cultivam soja no Brasil são Mato Grosso, 13 milhões de toneladas; Paraná, 10,6 milhões de toneladas, e Rio Grande do Sul, 7,7 milhões de toneladas.
A produção de algodão herbáceo em caroço, para a safra de 2003, perfaz um total de 2,234 milhões de toneladas, 3,41% maior que a obtida em 2002, quando foram colhidos 2,160 milhões de toneladas. A expansão se deve principalmente ao Estado da Bahia, com aumento de 8,6% na área e 36% na produtividade. No Paraná, a área plantada foi reduzida em 12,19% e a previsão é de uma produção 17,25% menor.
O levantamento aponta um crescimento de 16,15% na produção de feijão da 1 safra, também por conta dos atraentes preços para os produtores. Essa evolução, no entanto está mais concentrada na Bahia, onde o incremento previsto é de 72%.

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