País perde US$ 900 mi com subsídio dos EUA à soja, diz estudo
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segunda-feira, 02 de setembro de 2002
Agência Estado 
Brasília Os subsídios concedidos aos produtores de soja americanos e aos exportadores daquele país em 2002 causarão um prejuízo de US$ 900 milhões ao Brasil. Esta é a conclusão de um estudo realizado a pedido da Confederação Nacional da Agricultura (CNA) e pelo Ministério da Agricultura.
A análise reforçará o pedido do governo brasileiro para a abertura de um painel no órgão de Solução de Controvérsias da Organização Mundial do Comércio (OMC) contra a política comercial dos Estados Unidos para o complexo soja. O relatório será divulgado hoje pelo presidente da CNA, Antonio Ernesto de Salvo.
A estimativa feita no início deste ano era de que o prejuízo seria de US$ 1,5 bilhão, mas essa quantia foi reduzida devido à reação dos preços da soja no mercado internacional, o que provocou a diminuição das subvenções pagas pelo governo americano.
A avaliação dos técnicos é a de que se não existissem os programas de apoio interno e para a exportação da soja americana, as exportações brasileiras do complexo, que estão estimadas em US$ 5,6 bilhões até o fim deste ano, poderiam ter um acréscimo de 16%.
Os agricultores estão decepcionados com a desistência do governo brasileiro de recorrer a OMC ainda neste ano. O argumento oficial é de que como os preços da commodity reagiram no mercado internacional, reduzindo o prejuízo causado pelos subsídios, a reclamação perdeu consistência.
A decisão, tomada na última reunião da Câmara de Comércio Exterior, é de que o Brasil deverá recorrer à OMC somente contra as subvenções concedidas ao produtores de algodão e açúcar.


