Rio de Janeiro - O Brasil perde, por ano, R$ 11 bilhões com ineficiência energética. São desperdiçados 12,6 bilhões de MW/h de energia, volume suficiente para abastecer a cidade do Rio de Janeiro por 12 meses, segundo dados da Abesco (Associação Brasileira das Empresas de Conservação de Energia) apresentados ontem no Seminário Nacional de Eficiência Energética.
De acordo com o chefe de gabinete do Ministério de Minas e Energia, Eduardo Luiz Rizzo, é possível avançar rumo à eficiência no consumo de energia. Prova disso, afirma, foi dada durante o racionamento de 2001 e 2002, quando residências e empresas acabaram por diminuir o consumo com medidas como a substituição de lâmpadas.
Entre as sugestões de especialistas, estão o aumento da eficiência energética do setor industrial e a concessão de financiamento público a projetos de conservação de energia. Para o consumo residencial, as propostas são a troca de eletrodomésticos velhos por novos -que gastam menos energia.
O governo federal lançou neste ano programa para financiar a substituição de até 11 milhões de geladeiras de famílias de baixa renda.
Demanda para 2009
A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) revisou para baixo a estimativa sobre a demanda de energia elétrica para 2009. A nova projeção da estatal, que leva em conta um crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) em torno dos 4%, indica que o consumo vai aumentar 4,8% frente a 2008. Anteriormente, a EPE previa incremento de 5,2% na demanda por energia para o ano que vem.
Ainda assim, o aumento do consumo em 2009 será superior ao projetado para o ano corrente, que foi revisado recentemente de 4,8% para 4%. A explicação para essa revisão de 2008, segundo o presidente da EPE, Maurício Tolmasquim, é o clima. ''A revisão da demanda para este ano foi feita em função do clima. Tivemos temperaturas mais frescas, que contribuíram para que houvesse uma contenção da demanda''.

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