As despesas com juros e encargos do setor público consolidado somaram R$ 17,051 bilhões em julho deste ano, ou 16,58% do PIB. Essa é a maior incidência de juros e encargos desde de janeiro de 1999. Isso representa um aumento em relação aos R$ 2,991 bilhões (2,8% do PIB) registrados em junho deste ano e uma piora em relação aos R$ 5,170 bilhões (5,13% do PIB) registrados em julho de 2000.
Nos primeiros sete meses deste ano, as despesas com juros e encargos somaram R$ 76,260 bilhões, ou 11,25% do PIB. Em igual período do ano passado, os gastos foram de R$ 45,119 bilhões (7,40% do PIB). Nos doze meses encerrados em julho deste ano, as despesas com juros foram de R$ 118,583 bilhões (10,24% do PIB).
O Banco Central informou ontem também que a dívida líquida do setor público consolidado aumentou para R$ 641,292 bilhões (52,5% do PIB) em julho, contra os R$ 619,442 bilhões (51,3% do PIB) atingidos em junho deste ano. Do total da dívida líquida do setor público no fim de julho, R$ 395,251 bilhões (32,4% do PIB) referem-se à dívida do governo federal e do BC; R$ 192,185 bilhões (15,7% do PIB) à dívida dos governos estaduais; R$ 25,140 bilhões (2,1% do PIB) aos débitos dos governos municipais; e R$ 28,716 bilhões (2,4% do PIB) das empresas estatais.
A dívida mobiliária federal fora do BC totalizou R$ 608,982 bilhões (49,9% do PIB) em julho, com elevação de 5,2% em relação a junho deste ano, quando totalizou R$ 578,692 bilhões (48,2% do PIB). Do total da dívida mobiliária registrada no mês de julho, R$ 136,373 bilhões são títulos de responsabilidade do BC e R$ 472,608 bilhões do Tesouro Nacional. (AF)

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