País negocia US$ 150 mi com China
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sexta-feira, 21 de novembro de 2003
Elizabeth Lopes<br> Agência Estado 
São Paulo Empresários brasileiros e o governo da Província de Guangdong, na China, fecharam ontem pela manhã, em São Paulo, negócios da ordem de US$ 150 milhões, durante a Rodada de Negócios Brasil-China 2003. ''Esta é uma boa notícia para um só dia'', disse o secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Ivan Ramalho. Segundo ele, a China já é o segundo parceiro do Brasil e as exportações para aquele país deverão fechar o ano em torno de US$ 4 bilhões. ''E o crescimento das nossas exportações para a China já supera os 80% (em comparação com o ano passado)'', afirmou.
Tang Bingquan é o governador da Província de Guangdon, maior pólo industrial da China, que responde por um terço do comércio exterior do país e recebe um quarto dos investimentos diretos. A província, com população de cerca de 100 milhões de pessoas, é um dos maiores parceiros em potencial do Brasil. ''Além dos US$ 150 milhões em contratos firmados na manhã de hoje (ontem), nossa expectativa é chegar a US$ 500 milhões'', destacou, durante entrevista coletiva.
Os contratos firmados abrangem as áreas de Tecnologia da Informação (TI), têxtil, eletrodomésticos, agricultura e meio ambiente, entre outras. Todos os contratos já firmados são acima dos US$ 5 milhões, destacou o governador da província. Além desses, cerca de 400 empresas brasileiras estavam fazendo contato com a missão chinesa para fechar outros contratos, com valores abaixo de US$ 5 milhões. Por isso, a expectativa de que essa rodada de negociações possa resultar em contratos acima de US$ 500 milhões.
Bingquan garantiu que a China e o Brasil irão estreitar a cooperação comercial. ''O Brasil é um País muito grande e de grande potencial, temos muito o que trocar em termos de tecnologia'', disse. Na pauta de exportações para a China, os produtos líderes são minério de ferro e soja. ''Mas este perfil vem mudando e existe um crescimento acentuado na exportação de manufaturados, sobretudo da área automotiva e aeronáutica'', informou Ramalho.


