‘‘País não tem condição
para emitir certificado’’
O país não está estruturado para emitir o certificado de segurança para os produtos derivados de soja não transgênica. A afirmação é do pesquisador da Embrapa-Soja, em Londrina, e presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Abrasoja), José de Barros França Neto. A emissão de um certificado exige que o monitoramento ocorra em todas as fases de produção, desde a instalação da lavoura até a fabricação do produto final, disse.
‘‘Esse negócio de fazer testes de laboratório e depois colocar um selo na sacaria não garante nada’’ destacou. Segundo França Neto, a identificação e diferenciação entre a soja transgênica e não transgênica começa com o rastreamento da lavoura, inspeção da colheita e no recebimento do produto. O pesquisador disse que é na fase de recebimento do produto que está a maior ameaça de mistura de soja transgênica com a não transgênica. ‘‘ Depois que entra no silo e mistura tudo, não há mais condições de saber o que é OGM e o que não 钒.
Essa diferenciação exige investimentos porque no recebimento precisa ter silos e armazéns exclusivos para um e outro produto e o esmagamento também precisa ser individual. Para França Neto, essa estrutura terá que ser a mesma que envolve a certificação de sementes hoje, que mantém um quadro de inspetores que vão ao campo e acompanham a fase de multiplicação para emitir o certificado de qualidade.

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